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Sustentabilidade

Hotéis brasileiros adotam modelo de restaurantes ao ar livre de Nova York

Com a primavera avançando no Brasil, a expansão de áreas externas de gastronomia em hotéis ganha força ao observar o sucesso de estabelecimentos de Nova York, que combinam sustentabilidade, experiência do cliente e incremento de RevPAR, apo

Redação The Contáveis.4 min de leitura
Hotéis brasileiros adotam modelo de restaurantes ao ar livre de Nova York

A chegada das primeiras temperaturas acima de 21°C em Nova York trouxe à tona um movimento que tem reverberado nas capitais brasileiras: a valorização de espaços ao ar livre para refeições. Enquanto a cidade norte‑americana exibe terraços escondidos e mesas na calçada que atraem tanto moradores quanto turistas, gestores de hotéis no Brasil começam a analisar esses casos como referência para alavancar receita, melhorar a ocupação e atender a uma demanda crescente por experiências sustentáveis.

Em Manhattan, o The Mark Restaurant by Jean‑Georges, localizado no luxuoso hotel The Mark, destaca‑se por transformar um terraço urbano em um salão de jantar elegante, com vista para a 5ª Avenida. A proposta combina design contemporâneo, cardápio de alta gastronomia e uma política de redução de resíduos, que inclui compostagem de restos orgânicos e uso de utensílios reutilizáveis. Para hotéis brasileiros, a replicação desse modelo pode elevar o ADR (Average Daily Rate) ao oferecer um diferencial que justifique tarifas premium, além de gerar receitas auxiliares que impactam positivamente o GOPPAR.

Outro exemplo relevante é o restaurante localizado no rooftop do hotel The Standard, que explora a vista panorâmica do horizonte de Nova York como parte da experiência gastronômica. A operação integra um bar ao ar livre que serve coquetéis com ingredientes locais e sustentáveis, ampliando a margem de lucro de bebidas, tradicionalmente mais rentável que a alimentação. Essa estratégia pode ser adaptada em hotéis de cidades litorâneas brasileiras, onde a paisagem natural pode substituir o skyline urbano, reforçando a atratividade do estabelecimento e contribuindo para a ocupação de quartos durante a alta temporada.

No Brooklyn, o restaurante ao ar livre do hotel 1 Hotel Brooklyn Bridge aposta em um conceito de “farm‑to‑table”, priorizando produtos orgânicos de produtores regionais. A prática reduz a pegada de carbono da cadeia de suprimentos e atende ao perfil de viajantes conscientes, que buscam transparência ambiental. Para os controladores financeiros, a adoção de fornecedores locais pode equilibrar custos operacionais ao reduzir despesas de transporte, ao mesmo tempo em que fortalece a narrativa de sustentabilidade que pode ser comunicada nas plataformas de reserva e nos canais de marketing digital.

Um terceiro caso, o The Roof at PUBLIC Hotel, combina música ao vivo com um menu de tapas que incentiva a rotatividade de mesas e aumenta o ticket médio. A configuração de mesas compartilhadas e a política de reservas flexíveis permitem otimizar a taxa de ocupação do espaço, reduzindo o tempo ocioso entre um serviço e outro. Essa prática pode ser traduzida para hotéis brasileiros que enfrentam desafios de no‑show e de baixa taxa de ocupação em períodos de transição entre alta e baixa temporada, ao criar um fluxo constante de clientes que complementa a receita de quartos.

Ainda no centro da cidade, o restaurante ao ar livre do hotel The William Vale oferece um ambiente que mescla arte urbana e gastronomia, atraindo um público jovem e conectado. O uso de tecnologia, como QR codes para menus digitais e pagamentos sem contato, acelera o ciclo de atendimento e diminui a necessidade de pessoal de front‑of‑house. Para os gestores de revenue, a integração de sistemas de POS com o PMS (Property Management System) permite analisar em tempo real o impacto das vendas de alimentos e bebidas no RevPAR, ajustando estratégias de pricing de forma mais ágil.

Por fim, o The James Hotel apresenta um lounge ao ar livre que funciona como extensão do lobby, proporcionando um ponto de encontro informal para hóspedes e visitantes. A flexibilidade de uso — como coworking durante o dia e bar à noite — maximiza a utilização do espaço ao longo de 24 horas, gerando receita adicional sem a necessidade de grandes investimentos estruturais. Essa abordagem pode ser particularmente vantajosa para hotéis de médio porte no interior, que buscam diversificar fontes de renda sem comprometer a ocupação de quartos.

A tendência observada em Nova York indica que a criação de áreas externas bem planejadas pode ser um diferencial competitivo para hotéis brasileiros, sobretudo em cidades com clima favorável durante boa parte do ano. Ao alinhar a experiência do cliente com práticas sustentáveis e tecnologias de gestão, os estabelecimentos podem melhorar indicadores como RevPAR, ADR e GOPPAR, ao mesmo tempo em que fortalecem a marca perante um público cada vez mais exigente. Os controladores e revenue managers devem monitorar a performance desses espaços, integrando os dados de vendas de alimentos e bebidas aos dashboards de performance hoteleira, para identificar oportunidades de ajuste de preço e de alocação de recursos.

Com a temporada de calor se aproximando, a atenção dos gestores de hotéis brasileiros se volta para a adaptação desses modelos ao contexto local, considerando fatores como regulamentação de uso de calçadas, disponibilidade de áreas verdes e a cultura de consumo ao ar livre. O acompanhamento de métricas de ocupação, ticket médio de F&B e índices de satisfação do cliente será crucial para validar o retorno sobre o investimento e definir se a estratégia de expansão de restaurantes ao ar livre deve ser escalada para outras unidades da rede.

Fonte:forbes.com.brler notícia original.

Transparência editorial: reportagem produzida pela redação da The Contáveis. com apoio de ferramentas de inteligência artificial na sumarização e redação, e revisada editorialmente antes da publicação. O ângulo, a seleção de dados e o enquadramento para back-of-house hoteleiro são originais desta redação; todo material factual é atribuído à fonte primária citada acima. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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Editor responsável pela The Contáveis. Acompanha o cotidiano de back-of-house hoteleiro há mais de uma década — auditoria noturna, controladoria e receita — e reescreve as matérias do dia com ângulo próprio para o mercado brasileiro. Todo conteúdo publicado é revisado editorialmente antes de ir ao ar. Fale direto: marlon@govbr.org.

77 matérias publicadasEsta matéria · 06 de julho de 2026