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Sustentabilidade

LATAM exibe série da Embratur no Play e promove destinos sustentáveis do Brasil

A parceria entre a LATAM Airlines e a Embratur coloca a série "Turismo Transforma" nos monitores de bordo, usando narrativas de comunidades brasileiras para reforçar a imagem do país e abrir novas oportunidades para hotéis e destinos menos

Redação The Contáveis.4 min de leitura
LATAM exibe série da Embratur no Play e promove destinos sustentáveis do Brasil

A LATAM Airlines incorporou ao seu sistema de entretenimento a série de mini‑documentários produzida pela Embratur, "Turismo Transforma", ampliando a presença de narrativas de sustentabilidade e economia criativa nos voos que cruzam o continente sul‑americano. A iniciativa, anunciada em julho, chega como parte de uma estratégia de soft power que busca transformar a percepção internacional do Brasil antes mesmo de os passageiros desembarcarem.

A parceria nasce da vontade da Embratur de usar o audiovisual como ferramenta de diplomacia cultural, apresentando destinos que, embora pouco explorados, carregam histórias de comunidades que encontraram no turismo uma via de desenvolvimento econômico e inclusão social. O catálogo, disponibilizado em português, inglês e espanhol, reúne episódios que abordam turismo de base comunitária, gastronômico, religioso e de diversidade, refletindo a pluralidade do país. Cada produção traz rostos e vozes locais, mostrando como o fluxo de visitantes pode gerar receitas adicionais para hotéis, pousadas e pequenos estabelecimentos que, de outra forma, permaneceriam à margem dos grandes circuitos de viagem.

Para os controladores de receita, a visibilidade que a série oferece aos destinos pode traduzir-se em variações de indicadores como RevPAR e ADR, à medida que viajantes curiosos buscam experiências autênticas. Quando um passageiro assiste a um episódio sobre Belo Horizonte e sua economia criativa, a tendência é que procure hospedagem em bairros menos turísticos, impulsionando a ocupação de unidades que antes dependiam apenas de eventos corporativos. Essa diversificação de demanda pode suavizar a sazonalidade tradicional do setor, permitindo que hotéis ajustem o forecast com maior precisão e reduzam a vulnerabilidade a choques externos.

Rodrigo Padilla, Global Chief Brand Officer da LATAM, destacou que a conexão entre pessoas também se dá por meio da cultura a bordo. Ao disponibilizar os documentários nas telas acopladas aos assentos e nos dispositivos móveis via Wi‑Fi, a companhia cria um ponto de contato precoce que pode influenciar a decisão de viagem. Quando o passageiro vê, por exemplo, a série "Rios da Amazônia", que retrata comunidades ribeirinhas e práticas de manejo sustentável, ele passa a considerar a região como destino, potencializando a demanda por hotéis que adotam práticas de responsabilidade ambiental e que podem alavancar o GOPPAR ao atrair um público disposto a pagar mais por experiências eco‑responsáveis.

Do ponto de vista da controladoria hoteleira, o conteúdo pode servir como base para campanhas de marketing segmentado. A partir dos insights gerados pelos episódios, gestores podem criar pacotes de upsell que incluam visitas guiadas a projetos comunitários ou experiências gastronômicas locais, aumentando a receita ancillary. Além disso, a presença de histórias de sucesso no entretenimento de bordo pode reforçar a credibilidade de programas de certificação verde, como o selo de sustentabilidade da própria Embratur, que cada vez mais influencia a escolha de viajantes corporativos que monitoram métricas de ESG.

A curadoria da série também traz à tona destinos que tradicionalmente dependem de canais de distribuição como GDS e OTA, mas que podem ganhar autonomia ao serem promovidos diretamente ao público a bordo. Quando um passageiro tem contato direto com o conteúdo antes de chegar ao aeroporto, a necessidade de buscar o destino em plataformas intermediárias diminui, favorecendo reservas diretas via PMS. Essa mudança pode melhorar a margem de contribuição dos hotéis, reduzindo comissões pagas a intermediários e permitindo que o BAR (Billing and Revenue) seja otimizado.

Em termos de desenvolvimento regional, a série destaca projetos que combinam turismo e inclusão social, como iniciativas de afroturismo em comunidades do Nordeste. Ao colocar essas histórias em destaque, a LATAM cria um canal de divulgação que pode atrair investidores e operadores hoteleiros interessados em projetos de revitalização urbana. O efeito multiplicador se reflete no aumento do ALOS (Average Length of Stay), já que viajantes que buscam vivenciar a cultura local tendem a permanecer mais dias, gerando maior ocupação e receita por quarto.

A estratégia da Embratur de usar o entretenimento de bordo como vitrine também responde a uma demanda crescente por conteúdo que vá além do óbvio. Enquanto os passageiros assistem aos episódios, eles são expostos a narrativas que reforçam a ideia de que o turismo pode ser motor de transformação social. Essa mensagem ressoa com a agenda de sustentabilidade que tem sido adotada por grandes redes hoteleiras, que buscam alinhar suas políticas de responsabilidade corporativa com as expectativas dos consumidores.

Para os night auditors e revenue managers, a novidade traz um novo parâmetro de análise: a influência do entretenimento a bordo na decisão de escolha de destino. Ao monitorar o comportamento de reserva após a exibição dos episódios, é possível calibrar modelos preditivos que incorporem variáveis de exposição cultural. Essa abordagem pode melhorar a acurácia do forecast, reduzindo o risco de overbooking ou de quartos vazios, especialmente em destinos emergentes que ainda não possuem histórico robusto de demanda.

O futuro da iniciativa parece promissor, com a Embratur planejando ampliar o catálogo e incluir novas temáticas que abordem, por exemplo, turismo de aventura e ecoturismo em áreas de preservação. Para o setor hoteleiro brasileiro, a parceria abre uma janela para reposicionar destinos menos conhecidos como opções viáveis e rentáveis, ao mesmo tempo em que reforça a mensagem de que a sustentabilidade pode ser um diferencial competitivo. O acompanhamento dos indicadores de desempenho, como RevPAR, ADR e GOPPAR, nas rotas onde os episódios são exibidos, será crucial para medir o impacto real da estratégia e ajustar as políticas de pricing e distribuição nos próximos ciclos.

Fonte:revistahotelnews.com.brler notícia original.

Transparência editorial: reportagem produzida pela redação da The Contáveis. com apoio de ferramentas de inteligência artificial na sumarização e redação, e revisada editorialmente antes da publicação. O ângulo, a seleção de dados e o enquadramento para back-of-house hoteleiro são originais desta redação; todo material factual é atribuído à fonte primária citada acima. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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Editor responsável · Redação

Editor responsável pela The Contáveis. Acompanha o cotidiano de back-of-house hoteleiro há mais de uma década — auditoria noturna, controladoria e receita — e reescreve as matérias do dia com ângulo próprio para o mercado brasileiro. Todo conteúdo publicado é revisado editorialmente antes de ir ao ar. Fale direto: marlon@govbr.org.

77 matérias publicadasEsta matéria · 04 de julho de 2026