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Mudrah Eco Living abre 78 unidades na serra capixaba, ampliando oferta de hospedagem sustentável

O novo complexo de 78 apartamentos, localizado nas montanhas do Espírito Santo, chega com foco em turismo ecológico e promete impactar indicadores como RevPAR e ADR, ao mesmo tempo em que traz desafios de gestão de custos, integração de sis

Redação The Contáveis.4 min de leitura
Mudrah Eco Living abre 78 unidades na serra capixaba, ampliando oferta de hospedagem sustentável

O complexo Mudrah Eco Living inaugurou nesta semana 78 apartamentos na região das montanhas do Espírito Santo, marcando a primeira empreitada de grande porte voltada à hospitalidade sustentável no interior capixaba. A abertura surge num momento em que operadores de hotéis buscam combinar rentabilidade com responsabilidade ambiental, e o projeto traz à tona questões de forecast, GOPPAR e gestão de custos operacionais.

Um novo polo de turismo ecológico

Situado a cerca de 150 km da capital, o resort foi planejado para atrair tanto viajantes de negócios quanto turistas de lazer que priorizam experiências de contato com a natureza. Cada unidade foi construída com materiais de baixo impacto, energia solar fotovoltaica e sistemas de reaproveitamento de água, o que reduz consideravelmente o custo operacional de utilities. Segundo os desenvolvedores, a expectativa é que o complexo alcance um ADR (Average Daily Rate) acima da média regional nos primeiros 12 meses, impulsionado por pacotes de ancillaries como trilhas guiadas, spa com produtos orgânicos e gastronomia de fazenda a mesa.

A estratégia de pricing inclui tarifas flexíveis que variam conforme a ocupação prevista (forecast) e a sazonalidade do destino. Em períodos de alta demanda, o resort pretende aplicar um BAR (Base Average Rate) que reflita a escassez de inventário, enquanto em baixa temporada serão ofertados descontos via OTA e GDS para estimular o walk‑in e reduzir o índice de no‑show. Essa abordagem busca otimizar o RevPAR (Revenue per Available Room) e melhorar o ALOS (Average Length of Stay), indicadores críticos para o planejamento de cash‑flow em hotéis de porte médio.

Desafios de rentabilidade e operação em destinos de nicho

Apesar do apelo sustentável, a gestão de custos permanece um ponto sensível. O investimento em tecnologia verde eleva o CAPEX inicial, exigindo um plano de amortização que se reflita no GOPPAR (Gross Operating Profit per Available Room). Para equilibrar a conta, a administração aposta em um modelo híbrido de revenue management, combinando ferramentas de forecast automatizadas com a expertise de revenue managers locais. A integração ao PMS (Property Management System) será fundamental para monitorar a performance diária, permitindo ajustes rápidos de tarifas e promoções de upsell, como upgrades de quarto ou pacotes de atividades extras.

A presença de um night audit robusto também é vista como peça-chave para garantir a acuracidade dos relatórios financeiros, sobretudo em um empreendimento que lida com múltiplas fontes de receita – hospedagem, alimentação, eventos corporativos e serviços de bem‑estar. A equipe de controladoria pretende adotar o USALI (Uniform System of Accounts for the Lodging Industry) como referência para padronizar a contabilização de custos operacionais, facilitando comparações com benchmarks do setor.

O potencial de crescimento do Mudrah Eco Living está atrelado à capacidade de atrair viajantes internacionais e domésticos que valorizam a sustentabilidade. Para isso, o resort firmou parcerias com agências de viagens online (OTAs) que destacam a certificação ecológica do complexo, além de negociar tarifas corporativas com empresas que adotam políticas de viagens verdes. Essas alianças são vistas como forma de gerar demanda recorrente e melhorar a taxa de ocupação média (BAR), reduzindo a vulnerabilidade a flutuações sazonais.

Do ponto de vista da operação, a equipe de housekeeping adotou práticas de limpeza verde, utilizando produtos biodegradáveis e reduzindo o consumo de químicos. Essa mudança, embora benéfica para a imagem da marca, exige treinamento contínuo e monitoramento de indicadores de eficiência, como o tempo médio de limpeza por quarto (turn‑over time). A redução do tempo de turnaround impacta diretamente o BAR e o RevPAR, ao possibilitar maior rotatividade de hóspedes em períodos de pico.

A expectativa de retorno sobre investimento (ROI) está alinhada a um horizonte de cinco a sete anos, conforme projeções internas que consideram um crescimento anual de 8% no RevPAR e uma estabilização do ADR em torno de R$ 420 nas primeiras duas temporadas. Esses números são ambiciosos, mas sustentados por estudos de mercado que apontam uma demanda crescente por destinos de ecoturismo no Sudeste, especialmente entre millennials e famílias que buscam experiências autênticas.

Entretanto, a concorrência regional tem se intensificado, com novos empreendimentos surgindo em cidades vizinhas como Domingos Martins e Guarapari. Para se diferenciar, o Mudrah Eco Living aposta em um programa de fidelização que integra pontos acumulados em reservas diretas ao PMS, oferecendo benefícios como noites gratuitas, upgrades e acesso exclusivo a áreas de bem‑estar. Essa estratégia visa aumentar a taxa de retenção de clientes e melhorar a margem de contribuição dos ancillaries.

O cenário regulatório também exerce influência. Recentes alterações nas normas de licenciamento ambiental no Espírito Santo exigem relatórios periódicos de consumo de recursos naturais, o que pode gerar custos adicionais de compliance. A equipe de controladoria está preparando um plano de monitoramento que incorpora indicadores de sustentabilidade ao dashboard de performance financeira, permitindo que decisões estratégicas considerem tanto a rentabilidade quanto o impacto ambiental.

Ao observar o panorama futuro, analistas do setor apontam que a capacidade de adaptar rapidamente as estratégias de pricing e de integrar dados de mercado ao forecast será decisiva para o sucesso do Mudrah Eco Living. A consolidação de uma cultura de dados, aliada à busca por eficiência operacional e ao reforço de práticas sustentáveis, pode transformar o complexo em um case de referência para hotéis de médio porte que desejam alinhar crescimento econômico e responsabilidade ecológica.

Fonte:panrotas.com.brler notícia original.

Transparência editorial: reportagem produzida pela redação da The Contáveis. com apoio de ferramentas de inteligência artificial na sumarização e redação, e revisada editorialmente antes da publicação. O ângulo, a seleção de dados e o enquadramento para back-of-house hoteleiro são originais desta redação; todo material factual é atribuído à fonte primária citada acima. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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Editor responsável · Redação

Editor responsável pela The Contáveis. Acompanha o cotidiano de back-of-house hoteleiro há mais de uma década — auditoria noturna, controladoria e receita — e reescreve as matérias do dia com ângulo próprio para o mercado brasileiro. Todo conteúdo publicado é revisado editorialmente antes de ir ao ar. Fale direto: marlon@govbr.org.

77 matérias publicadasEsta matéria · 04 de julho de 2026